Planisfério

O interesse que tenho no trabalho Planisfério está na motivação subjetiva de conhecer o mundo e me aventurar em outras culturas, indo ao encontro do desconhecido.
No plano mais objetivo está relacionado com a quadrícula, divisão de uma superfície em quadrados iguais, cuja origem está provavelmente no planisfério ptolemaico, que usou esta divisão para estabelecer os meridianos, conforme eram vistos na época.
Este método de grade tem sido utilizado, através da história, para ampliação e execução de obras de arte. No caso de pinturas de cavalete era usado para ampliação e transferência de esboços. Também nas quadraturas, que são pinturas murais em afrescos, pintados primeiramente nas igrejas, e posteriormente nos palácios de nobres.

Com a evolução deste procedimento, houve um grande aperfeiçoamento com os jesuítas, que eram grandes geômetras. Eles introduziram equipamentos para transferência de pinturas menores para os grandes formatos, algumas inclusive sobre superfícies convexas.
Alguns jesuítas se dedicaram a pesquisa destes instrumentos e criaram alguns como o de anamorfose cilíndrica inventada por Jacob Leupold (1674-1727), pantógrafo (1631) por Christoph Scheiner, instrumento prospético inventado por Chistoph Grienberger (1561-1636), entre muitos outros.
Dentro de um processo evolutivo de ampliação de imagens e o uso da perspectiva na criação de obras de arte, com a invenção da luz elétrica, muitos outros aparelhos foram inventados. No século XX, podemos citar vários tipos de projetores tais como, retroprojetor, projetor de slides entre outros.
Atualmente com o desenvolvimento tecnológico, os artistas começaram a utilizar o Datashow, que projeta uma imagem fotográfica tirada do real em qualquer dimensão ou a de uma pintura de dimensões menores, pois amplia qualquer tipo de imagem e suporte colocada no computador.